quinta-feira, 16 de abril de 2009

Você poderia estar escrevendo um texto pro blog

Ai que dor no pâncreas! Sinto pontadas cada vez que algum operador de telemarketing liga para "poder estar encaminhando" uma proposta de serviço de motoboy, papelaria, telefonia. Poxa, o cuidado com o português é o mínimo que se pode fazer quando seu cartão de visitas é a fala, a voz, o telefone. Errar na escrita a gente engole, mas na fala fica difícil.

Olá, meu nome é Mariana e eu já trabalhei num call center! Tá vendo, eu não reclamo a toa. Onde eu trabalhei, por 30 dias (praticamente um recorde), não vou citar o nome da empresa, o gerúndio era crime.

Num sistema quase nazista as gravações eram ouvidas numa salinha pequena, com duas cadeiras e um computador. Ali, além de ganhar pouco, escutar barbaridades nas ligações, você, funcionário, ainda tinha que ouvir sua própria voz.

Dessa maneira sufocante eram corrigidos os erros das ligações: falar rápido, falar devagar, gaguejar, respirar no bocal do fone, errar o nome do cliente, deixar a pessoa sem informação, passar informação demais, ser grosseiro, usar o gerúndio, etc. Enfim, inúmeras regras para fazer uma simples ligação.

Talvez se ainda no treinamento as empresas dessem algumas aulas práticas de língua portuguesa o atendimento seria mais eficaz e menos irritante. Assim, além de terem um funcionário minimamente qualificado para falar ao telefone, dariam sua contribuição para a vida do funcionário.

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