Vasculhando arquivos achei um texto antigo, postado num blog que abandonei há tempos. Bom, gosto do que escrevi, apesar de meio ingênuo, meio desconsertado.
A minha Pasárgada (31/05/2007)
Vou-me embora pra Pasárgada encontrar meu avô.
Lá os ônibus não atrasam, as pessoas não gritam e meus amigos estão sempre por perto.
As roupas são simples. E todos almoçam.
O frio não é tão frio e o calor não é tão quente.
Em Pasárgada não tem trânsito e não preciso eleger ninguém.
Lá meu salário dura o mês todo e meu amor não dorme antes de eu chegar.
Minha mãe faz carne com chuchu, pra quando minha família voltar.
A internet não dá pau. E pau nenhum acerta os animais.
Vou-me embora pra Pasárgada, acho que Manuel já está por lá.
Pois assim como ele aqui não estou feliz.
http://www.releituras.com/mbandeira_pasargada.asp
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