Lendo os blogs alheios descobri um texto antigo no Blog do Rafa, Rafael Araújo, que fala sobre como a paixão move a vida, utopicamente ou não. Neste escrito, Rafa dá um pequeno parâmetro da maturidade, da vida adulta e das escolhas que temos. Podemos viver com Paixão, utopicamente, com fervor e graciosidade, ou deixar a maré levar e sentir o arrependimento da pior espécie, aquele das coisas que você não fez.
Aproveitem a leitura!
O valor de viver com Paixão
Viver cada segundo como se fosse o último. Cada momento, como único. Ousar. Crer nas possibilidades, mesmo que sejam remotas. Ignorar os riscos e ir em frente. Seguir o que o coração mandar. Mudar quando tiver que mudar. Fazer valer o desejo. Rir de si mesmo e nunca se arrepender.
Não me diga que você nunca pensou em viver assim... Jogar tudo para o alto e fazer somente o que quer, quando quer, na hora que quer. Dizer verdades e ter a consciência tranqüila. É o cúmulo da paixão. É a utopia.
Acontece nas melhores famílias. A gente cresce de tamanho, a idade evolui e a cabeça também. O reconhecimento chega, a gente firma no emprego e a grana surge como um reconhecimento que, sem perceber, nos corrompe. Aí, um belo dia, a gente descobre uma fita de vídeo abandonada no fundo do armário. Poucos anos se passaram e você nem percebeu que sua cabeça mudou. Você parou de brincar. Sua criação ficou engessada, cheia de regras, estratégias, metas. E aí você volta no tempo e lembra como era bom brincar, como era bom viver tudo aquilo. Sua cabeça não fervilha mais como antes, suas idéias não são mais as mesmas. Você está emburrecendo...
Aí você deita na cama, esconde o rosto no travesseiro e pensa “o que eu fiz com a minha vida”. Uma resposta simples: seguiu o rumo da maré – e isso foi muito positivo. Mas a paixão andou meio esquecida, escondida no passado e será muito difícil voltar atrás para buscá-la. Mas pela paixão a gente se arrisca e atravessa a linha, mesmo que a placa “perigo” diga para não fazer. Pelo menos você tentou.
Vamos criar coragem?
Rafael Araújo – 24 de maio de 2008
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