sexta-feira, 3 de abril de 2009

Avós

No próximo domingo, 5, faz 20 anos que minha avó materna, Rosa, morreu. Mau tive tempo de guardar um pequeno rastro de lembrança. Ela se foi e eu só tinha três anos. Já com o meu avô materno, Antônio, foi diferente. Ele praticamente me criou, meus pais sempre trabalharam e eu ficava com ele o dia todo. Quando ele partiu eu tinha 12 anos.

Com meu avô Antônio aprendi que não devo responder aos mais velhos, porque ele era bravo e não gostava, claro, de desrepeito. Ele me ensinou também como é bom ouvir causos, contos, histórias e refletir sobre um passado tão presente e todos os sentimentos particulares.

Com eles e a Vó Gracy e o Vô "Demar", pais do meu pai, absorvi boa parte das informações e valores que carrego hoje, e que passarei aos meus herdeiros. Além de toda a lição de vida, a luta e o amor, a lembrança que fica dos que foram e dos que estão aqui é o cheiro do leite esquentando, os estalar de dedinhos que doiam pra cacete, o colo quando a mãe brigava, a bronca quando ria a mesa, o abraço quente e cheio de carinho.

Aos meus avós o mais sincero respeito, admiração e agradecimento, por tudo o que os senhores foram e são na minha vida, e por tudo o que me fizeram ser!

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