Tenho a sorte ou o azar de trabalhar com comunicação. Na agência tenho contato com muitos títulos diferentes. Publicações segmentadas, abrangentes, específicas, enfim, diversos veículos de comunicação para pesquisa, e no meio desse trabalho, sempre vejo matérias e artigos que chamam a atenção.
Já discuti em sala de aula, ainda na faculdade, e agora retomo o pensamento de que as revistas femininas estão cada vez mais deturpando a imagem da mulher. Hoje, principalmente a NOVA, tras em suas páginas praticamente um manual de como ser uma vagabunda. Calma! Vou me explicar. Não sou tão puritana em achar que sexo é somente para procriação, longe disso, mas não julgo normal o rótulo de super mulher - magra, gostosona, sexy, que quase não tem sentimentos afetivos com quem se relaciona sexualmente, faz de tudo na cama para agradar o parceiro, divide a conta e ainda não borra a maquiagem nunca.
Claro que toda mulher tem que se valorizar, mas pelo que é, não pelo padrão imposto pela sociedade. "Veja como enlouquecer um homem na cama" não é mais bacana do que "Master, super, ultra, prazer a dois". Dividir e multificar são funções contrárias e unem números, orgasmos e seres humanos.
Sexo casual pode ser legal, quando é casual, não quando você "aprende" a montar uma armadilha na cama para ter o "homem" para sempre. Isso é estimular a insegurança quase insana das mulheres. Ora, já somos muito complicadas para nos preocuparmos em com qual brinco sairemos a noite para combinar com a cor da parede do motel!
Simplicidade é coisa de homem, então, as vezes um toque masculino pode deixar o "bofe" mais amarrado do que um milhão de detalhes, que muito provavelmente, ele nem irá reparar. Isso revista nenhuma ensina!
Na minha humilde opinião, as revistas femininas nunca foram exemplo de publicações. A impressão que passam, é que todas as mulheres se interessam apenas por futilidades, o que não é a real.
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