quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dias e dias

Todos temos dias bons, em que o despertador parece não "gritar" tanto, em que o ônibus não atrasa e nem está tão cheio, aqueles dias que você pode até acordar de mau-humor, mas que na verdade acaba se alegrando por não ter motivos para alimentar essa irritação. Nesses dias o trabalho flui, como você, provavelmente, dormiu bem, não fica em câmera lenta, tudo funciona.

Em outros dias tudo trava. O mau-humor é maior, mais intenso, e como nada está no lugar, os motivos para aumentar o estresse também crescem. Não quero especificar todos os itens que podem acabar com o dia de alguém, mas posso citar um que talvez seja o mais grave. Uma pessoa.

Sim, aquela pessoa que te ve meio torta, meio pra baixo, meio, e ainda faz de tudo para acelerar o processo de descontentamento. Aí você soma todos os fatores (noite mau dormida + mau humor matinal + ônibus atrasado + trânsito + tendinite + e a pessoa) e explode. E o que mais irrita mesmo é saber que depois de uma discussão você está chateada e nem tinha tanta necessidade de estar. Aí a revolta vira toda contra você ("ptz como fui burra", "não precisava ter me estressado", "agora também já foi", "ainda tô puta") são pensamentos que rodeiam a nossa cabeça o dia todo. Ou seja, o dia realmente acabou, porquê nada, por mais especial, nele vai tirar toda essa turbulência da sua mente.

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