Desejei tanto a liberdade, a falta de compromisso, a autoridade sobre minha própria vida e tive medo de tudo isso. Tive medo de fracassar, de falhar, de não aprender a viver sozinha. E, ao que tudo indica, estou vivendo. Tenho minha família ao meu lado, sim, e louvo aos orixás por isso, mas estou sozinha. Pela primeira vez em 23 anos estou aprendendo a conviver comigo. Não é fácil, não sou uma pessoa tão fácil de lidar. Mas, estou vencendo. Acordando, levantando e andando, tudo isso sozinha. É bom e é péssimo.
Além de conviver com as minhas inabilidades de não me relacionar sentimentalmente com ninguém, tenho que ter a consciência de que, como diz na música, “um lance é um lance, um lance não é um romance”. A carência me consome e me deixa totalmente acuada. Eu encolho. Sumo.
Acostumada a ter sempre alguém por mim, hoje, me apoio nos meus anjos, meus amigos, minha família linda. Mais uma vez agradeço a Deus por tê-los comigo, sem eles eu não conseguiria nada. Não renego a minha história, nem cuspo no prato em que comi, mas ficar sozinha agora é mais um desafio a ser vencido, conquistado.
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