Quando tinha 15 anos tudo parecia ser para sempre. Os amores eram eternos, o coração partido que doía tanto (ainda mais na TPM), as cartas de amigas, as horas a fio ao telefone divagando sobre como a vida parecia injusta. A saudade dos amigosque me conheciam muito mais do que mesma.
Talvez o nome desse blog, essa expressão que sempre uso, tenha nascido com meus 15 anos. As hipérboles da minha vida estavam acompanhadas de um "pra sempre". Hoje, aos 23, não tenho certeza de nada, cade vez menos o para sempre é latente nas minhas ações. Agora as terminações das frases são outras, tais como "bem que minha mãe disse", "agora eu entendo", "a gente só sabe quando cresce". Para quem passou dos 30, 40, 50, não importa, nossas escolhas, nossa visão do mundo, o grau de paciência e outros fatores importantes para a paz (ou não) de espírito vão mudando a cada década.
A sensação de que o tempo passa (muito rápido) vai ficando cada vez mais nítida. A lembrança gostosa, apertada, assim com olhos marejados, dos inúmeros amigos, colegas, pessoas que nos cercavam aos 15. Das amigas que ficaram no tempo, antes dos 18, das que nos trouxeram até os 23, das que com certeza estarão comigo aos 30, 40, 50.
Enfim, tudo é uma versão do que era. Algumas versões reais, verdadeiras, claras e transparentes, outras com as marcas dos erros que cometi, das pessoas que feri e das que me feriram, das coisas que escondi, das que quero esconder e das que imploro para revelar.
Hoje o que sinto mais falta dos 15 anos é de alguém que me conheça mais do que eu, que me abra os olhos, que me diga verdades mesmo que me magoe, mas que no fim da tromenta ainda esteja lá só para dizer que vai ficar tudo bem.
Com muitas saudades das presenças constantes:
Thais
Giordana
Marcio
Emílio
Carol
Felipe
Débora
Luana
Mônica
Julianne
Vocês sempre me conheceram melhor do que eu!
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