
Me lembro do primeiro conto de fadas que vi. Na verdade, são dois, a Pequena Sereira e Lua de Cristal. Tinhas uns 5 anos de idade e já aprendia a sonhar com o príncipe encantado. Vi as tão belas adormecidas, cinderelas e etc, lindas e loiras esperando por um amor tão puro e verdadeiro quanto jamais se pudesse imaginar. E foi assim, bem ingênua, que cresci e comecei a concentrar as minhas energias em achar o meu príncipe.
Os príncipes mudam, do Ken da Barbie aos Backstreet Boys, passando por Brad Pitt em Entrevista com Vampiro, até chegar nos homens da safra (Cloney, Gere, Conorey, Jackman). Suspirando de filme em filme, em seriados e clips musicais procuro o príncipe até hoje. E graças a Deus nunca o encontrei.
É bem difícil crescer, amadurecer e admitir que filmes de amor só ajudam a maximizar a TPM. Choramos, odiamos as bruxas más e todo o resto. O mais legal é entender isso, saber que não somos perfeitos, não precisamos ser e temos homens lindos, feios, gordos, magos, altos e baixos, cheios de imperfeições que amamos.
De todos os príncipes o mais original e real é o Sherk. O ogro de bom coração, que tem hábitos nojentos, mas que luta pela mulher que ama, que tem seu próprio pântano, que gosta de comer e de brincar na lama. Aí, não dá pra ser a Rapunzel né? Tem que ser Fiona. Que imita golpes de Kung Fu, come ratos assados e é linda de noite e natural de dia. Ou vice-versa!
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